Os Três Reizinhos da Bola

sexta-feira, junho 16, 2006

Stojkovic & Quim


Dois irmãos separados à nascença... Quim e Vladimir, para além da sua apetência para a frangaria, partilham o mesmo ar de mecânico de segunda categoria. Dois guarda-redes que não deverão calçar as luvas neste mundial. E ainda bem.

quinta-feira, junho 15, 2006

Sol Campbell

Apesar de ostentar uma cabeça fálica e de não possuir nenhum pescoço visível, Campbell (Sol para os amigos) exibe orgulhosamente um sorriso pepsodent.

Não é muito talentoso na arte do pontapé na bola, mas ver um touro com 1,88m de 91 kg com este focinho deve ser assustador, no mínimo, para os avançados.

Pena que Eriksson não aposte nesta sua principal força. Sol é um boi triste, afastado da sua arena.

Especial Mundial - Caneira

Já que o Mundial está aí, que tal falarmos um pouco dos seus jogadores? Ou melhor, do aspecto de alguns elementos que fazem o colorido do futebol na Alemanha.

Começamos por um português: Caneira.

Que dizer deste bicho de duas patas, recentemente nomeado para a prestigiante lista de jogadores mais feios do Mundial? Um nariz apapagaiado, um cabelo que parece ter sido cortado ao murro, uma face bruta, descontrolada e muito pouco estimada. É este o nosso defesa central... aliás defesa esquerdo... aliás defesa direito... aliás... já nem sei. Ele é daqueles jogadores polivalentes... joga mal e dá pau em todo o lado.

Deve ficar no banco o Mundial todo. Portugal e os olhos de todo o Mundo agradecem.

terça-feira, maio 23, 2006

Petit, o Pauliteiro de Amarante

As seguintes declarações de Petit foram proferidas durante o estágio da Selecção Nacional.

"Há jogadores que dão mais porrada do que eu."

Esta foi a reacção de Fernando Santos.

quarta-feira, maio 03, 2006

Ricardo, a Rocha

Para os mais distraídos, devo anunciar que o campeonato está quase no fim, o que é motivo para abrir aquelas garrafas de champanhe que um gajo tem guardadinhas em casa a ganhar pó à espera do dia em que o seu clube ganhe uma competição ou, no caso do Benfica, à espera que a equipa chegue à UEFA.

Vejo que o ávido leitor não compreende a euforia. Eu explico: vem aí o sempre divertido circo da pré-epoca! É uma fase muito apimentada pelas transferências fantasma anunciadas pelos pasquins do costume, Ronaldinho e Vieira no Benfica, Zezé Mija na Escada e Toni Cagalhão no Sporting... o que vale é que a realidade acaba sempre por ser bastante diferente e em vez de um Ronaldo aparece um Tó Barrete vindo do leste para reforçar o ataque encarnado, mas que depois acaba encruzilhado na batalha campal do meio campo benfiquista.

E é neste contexto que decidi fazer uma análise a alguns jogadores do Benfica. É que ainda não chegamos à pré-epoca, ainda estamos na pré-pré-época, mais precisamente. Vou começar pelo esteio da defesa encarnada, o homem que colocou o Ronaldinho no bolso, tal como muita gente fez questão de frisar: Ricardo Rocha.

Rocha não é o seu apelido, mas como o tipo é defesa deve ter pensado que encaixava bem com a sua posição e que muito artista jornalístico ia aproveitar para chalaçar o seu nome. Ora bem, se a ideia parecia boa, a concretização não foi feliz já que em termos qualititavos Ricardo está longe de ser uma Rocha. Não é uma pedra da calçada, nem sequer um seixo.

Ricardo nasceu em Santo Tirso, terra de brandos costumes e de um clube que vestia de preto denominado Tirsense. Foi nessa equipa que sobressaíram grandes jogadores do nosso futebol como o Paredão ou o Marcelo. Mas a grande estrela desta equipa era mesmo o "raçudo" Caetano. Um careca de meio metro que se atirava às canelas dos adversários como um bulldog. Foi talvez inspirado neste grande mito da sua terra que Ricardo cresceu para o futebol.

Destacando-se no Famalicão, rumou a Braga onde assumiu a titularidade do clube do Minho e foi aí que começou a coleccionar cartões na Superliga com a facilidade de um veterano Veloso ou de um Paulinho Santos. O puto prometia aviar pau à moda antiga, o que entusiasmou as hostes benfiquistas que viram ali o novo Mozer. Só que esqueceram-se que o Mozer era um gajo mais experiente, com nível. O Ricardo, coitado, estava habituado a ver o Caetano debulhar pernas como gente grande.

Eis então que o homem chega ao Benfica, esperançado numa carreira de sucesso. O Benfica seria o primeiro passo... contava chegar a um clube de topo europeu em dois anos. A titularidade não foi complicada de atingir, afinal de contas os centrais do Benfica eram o Paulo Madeira, o João Manuel Pinto, o Andrade e o Hélder. Ora com estes quatro artistas, até o Barbas teria hipóteses de atingir o 11 inicial. Nem que fosse para afastar os adversários pelo cheiro.
Até o ano passado, com algumas adaptações, as coisas corriam bem para Ricardo. Jogava, dava cacetada como se não houvesse amanhã e recebia, entusiasmado, cartões amarelos, vermelhos, o que viesse ele aceitava com agrado. Só que entretanto, o Leo e o Anderson apareceram na equipa. Ricardo não percebia o seu modo de jogar. Não atacavam o jogador, apenas a bola. Este estranho modo de jogar futebol atingiu-o como uma entrada a pés juntos. E no banco ficou durante boa parte da época.
Ressurgido na ponta final do campeonato, depois de perder dois rins em Barcelona, Ricardo pretende sair da equipa. É altura de partir pernas em campeonatos competitivos. O campeonato português fica mais pobre, perde-se um central à anos 80.

segunda-feira, abril 03, 2006

Belenenses 3 - 2 Beifica

Os mais distraídos poderão olhar para o título do post e pensar: "Que diabo, julgava que o ganda Benfica tinha ganho 2-1...". Ora bem, existe uma grande diferença entre o resultado de secretaria e o resultado real.

O real é o reflexo do que aconteceu em campo, onde o Beifica, mais uma vez, foi a pior equipa em campo, só mesmo para os adeptos não ficarem mal-habituados. Sim, porque isto de jogar à bola com Beto's, Petit's, Ricardo Rocha's, etc, etc... é uma tarefa tão complicada quanto ter uma erecção aos 80 anos.

O resultado de secretaria é aquele em que aparecem Veigaristas a puxar os cordelinhos ao árbitro e depois ficam coisas insignificantes como dois penaltys claros por marcar.

Se a atitude do árbitro merecia um castigo medieval, já a dos jogadores não. O Petit apenas fez aquilo que o mestre Pacheco lhe ensinou nos tempos do Boavista: dar sarrafadas por trás. O Manduca, por sua vez, está a fazer-se à equipa de andebol do Benfica, já que reparou que a sua opção pelo futebol de 11 foi tão certa quanto a do Neno para cantor galã. Por isso estes dois espécimes até têm desculpa.

Há, no entanto, uma ressalva positiva neste jogo. O emplastro, agora com uma dentadura nova, marcou um golo! Quem diria que um antigo adepto portista, o mesmo que reclama, ferozmente, que o Pinto da Costa é o seu pai, ainda iria dar alegrias à nação galinácea...

sexta-feira, março 31, 2006

Franguetto e o seu jogo de pés

Parece que o grande guarda-redes Franguetto teve ontem uma atençãozinha especial do treinador holandês Homem-do-Cú (Cu-Man ou Koeman). Para quem não sabe, passou o dia todo a treinar a arte de dar um pontapé na bola (que, vendo bem as coisas, até pode dar jeito num jogo que se chama futebol). Ora, se teve um dia inteiro a chutar a redondinha, neste momento já deve ser o Maradona em comparação com o Beto. Acho que o Homem-do-Cú devia pensar em meter o gajo no meio-campo, já que na baliza a única coisa que dá à equipa é barraca.

Mas há uma dúvida que se levanta... porque é que o Homem-do-Cú teve o desplante de fazer isto, se a culpa é da relva? Não devia ele avisar especificamente a relva para não desviar a bola ao Franguetto? E depois falam mal do guarda-redes do Benfica...